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13 de junho de 2017, 08:45

Mãe é mãe!


Era uma sexta-feira de Outono do ano quarenta e sete, quando o sol já vinha raiando com sua beleza genuína, e que logo brindou a gente. A paisagem do Sertão contemplava o momento, e ali, pois, nascia a criança, a cearense Maria do Socorro Bezerra Régis; a beleza era o seu forte, e o carisma, o seu norte. E tão sublime é essa dádiva, que o Cristo abençoou.

Sua cidade natal é Alto Santo, terra do poeta Bráulio Bessa, mas Maria veio primeiro, nasceu aos 13 de junho, no qual Santo Antônio é padroeiro. Portanto, quão graça teve a criança, abençoada de brilho e de encanto. Foi tamanha a alegria dos seus pais, que depressa se maravilharam de regozijo e felicidade; Antônio Bezerra Régis e Francisca Monteiro bendisseram ao Senhor, pelo presente divino.

A formidável Maria se desenvolvia com muita beleza e graça. Conduzida pela mãe, a conhecer e a amar os valores Divinos. Sua fé se aprofundava em Jesus, nosso Senhor, pelo qual tem muito amor. Sua devoção já brotava por alguns santos queridos, como Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Sebastião, Santo Antônio e Santa Terezinha. A menina ajudava sua mãe com muito gosto, e nunca lhe deu desgosto.

O Senhor sabe de tudo, e nós quase de nada. Ele ainda resguardava na história de Maria, pois, novos rumos tomaria e, logo, seria contado. Os seus pais foram morar na Fazenda Liberdade, a melhor dessa ribeira, localizada lá no município de Cacimba de Areia, Paraíba, região de tão deslumbrante beleza!

Chegando lá na Fazenda, a beleza de Maria encantou aquela gente, e logo muitos rapazes quiseram cortejar a moça cearense, mas na volta do seu pai, a boca era meio dura e quente. Passou-se um tempo, daí surgiu um rapaz bem valente, de família respeitada e também muito decente, com o nome de um anjo forte: Miguel. E este resolveu ‘enfrentar’, o temido seu Antônio, para obter consentimento para poder ir namorar a mais bela flor do campo. De beleza fascinante e de um sorriso gostoso, pois bem, era a senhorita Socorro, a musa de um brio tão precioso.

Não foi fácil a travessia, mas o jovem persistiu. E depois de muita luta, não é que ele conseguiu! O ato de valentia foi para ele compensado e, de grande serventia, pois, conquistou a Maria e, abrandou a natureza do ciumento seu Antônio. Os jovens começaram a namorar, noivaram e depois casaram, na fogueira de São Pedro, no ano de 1970. A festança foi enorme na Fazenda Liberdade, e foi tão linda essa realidade. 

A união do casal foi por Deus abençoada, prova disso, foi a sua prole, veja só o resultado: 12 filhos eles tiveram, cada um por Deus Paiabençoado. Observem a relação dos filhos, de Miguel e Maria, isso em ordem cronológica: João Neto, José Roberto, Jamerson, Jânio, Valdecira, Jordan, Jairo, Luciana, Francisco, Miguel Júnior, Helton Jonas e Maria de Lourdes. Os netos de dona Maria também devem ser citados: Paulo Henrique, Gabriel, Maria Augusta, Ana Júlia, Maria Fernanda, Maria Thalita, Jordan Filho, João Miguel e Inês Maria. Eita, essa turma é abençoada!

Com muito zelo e amor dona Maria educou os filhos. Certa vez ela dizia que seu maior tesouro são seus filhos. “Quero ver cada um com sua casa própria, bem arrumada, cheia de coisa boa, carro na garagem, tudo de bom, eu não me importo comigo, Deus toma conta de mim”, afirmou a mãe entusiasmada.

Mãe protetora e guerreira; sempre cuidando, amando e também rezando pelos seus filhos queridos, mesmo barbados ou de cabelos brancos, chamam todos de meninos. O seu lema é amar sem limite, sem preconceito. Sua maior alegria é a saúde dos seus. Quanto brio divino nessa mulher arretada! Para os filhos é um presente sublime, de riqueza e agraciada. 

O seu gosto musical é apurado, pois é fã do ‘rei’ Roberto Carlos. Seu cardápio favorito é de comida caseira: batata doce, arroz de leite, feijão com farinha e rapadura raspada, carne de sol, café com leite, canjica e também doce de leite. Por isso, é sempre forte e disposta na lida do dia a dia. Tem mania de limpeza. Ah, ela adora lavar roupa, trabalhar é o seu forte, logo cedo se levanta para a luta enfrentar, isso tudo sem reclamar.

Dona Maria tem expressões curiosas, “mostrar raça”, é fazer bonito, é se superar. Quando liga para alguém e quer contar uma coisa boa, pergunta se a pessoa paga as “alvíssaras”. Quem for responder, deve dizer sim pago. Quando têm uns trocados no bolso, ela diz; “tô armada”. Dona Maria do Socorro é zelosa com as palavras, e algumas, não são citadas, e sim riscadas do mapa, por exemplo: derrota, miséria, praga, bagaceira, azar e maldição, e quem falar perto dela, se prepare para a correção.

Suas marcas registradas são a fé e a esperança, pois mesmo enfrentando a seca no Sertão meio torrado, sem nuvens lá pelo céu, ela diz com entusiasmo: “a chuva hoje é cedo, menino”. Sua esperança vem do alto, portanto, o respeito é muito válido.

Aqui, portanto, termino minha homenagem singela, para minha joia rara, minha mãe abençoada, que ora completa setenta anos de vida, de quanta honra essa história. Discorro em nome de todos de minha família amada. Bendizemos ao Senhor e a Mãe do Salvador, pelas bênçãos derramadas, na vida da nossa amada. Rogamos ao nosso Criador que possa lhe presentear com muitos anos de vida, cheios de saúde e paz e toda proteção divina. Parabéns, mãe, te amo!

 

JORDAN BEZERRA

 


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