comentários  

20 de junho de 2012, 08:28

Stiupb denuncia: Energisa continua escravizando os seus empregados


O Grupo Energisa que atua em todas as regiões da Paraíba, seja  no litoral, cariri, brejo, curimataú e sertão, é considerado por seus acionistas, diretores, uma empresa de alto nível diante da sociedade, devido a grande quantidade de prêmios que são recebidos anualmente pela média social e com isso, as pessoas mais favorecidas são aquelas que ocupam os cargos de chefias, enquanto os demais empregados são tratados como verdadeiros escravos.

 No inicio de cada ano a diretoria da empresa se reúne com todos os funcionários para lhes mostrar um resumo dos trabalhos que foram realizados no ano anterior e apresentar novos projetos para o ano seguinte, o que é chamado de Projeto Bússola, sendo que no momento de cada discurso feito pelo seu presidente, os elogios sempre são dados aos Diretores, Chefes de Departamentos, Coordenadores e Supervisores, enquanto os demais funcionários que são os principais responsáveis pelo progresso da empresa e que continua acumulando milhões nos cofres dos seus acionista (donos)  e elevando o nome do Grupo Energisa a alta sociedade, esses guerreiros não param de ser perseguidos, punidos, ameaçados e assediados moralmente no trabalho pelos seus superiores.

Há cerca de dois meses atrás, o Stiupb (Sindicato nas dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba)  que também representa a categoria dos eletricitários na Paraíba, recebeu algumas denuncias feitas por parte de alguns  funcionários da Energisa que trabalham na região da Borborema em Campina Grande e de outras regiões paraibanas, principalmente no sertão, alegando uma grande quantidade  de assédio moral feita por parte das chefias continuam acontecendo, onde alguns coordenadores e supervisores ameaçam puni-los com suspensão ou demissão  aquele  empregado que não cumprir algumas as atividades criadas pelos próprios chefes, atividades essas que além de não estarem dentro das normas e padrões do trabalho, podem ainda  causar algum tipo de acidente e até mesmo risco de morte aos seus subordinados. Essas denúncias foram levadas pelo Stiupb ao conhecimento da Justiça do Trabalho, sendo que desta forma, tanto o sindicato quanto os trabalhadores continuam aguardando um posicionamento judicial.  

Recentemente outras denúncias foram feitas ao Stiupb por parte dos empregados, principalmente aqueles que trabalham no sertão. Trata-se desta vez da lei da escravidão, onde alguns coordenadores além de exigirem e obrigar os seus subordinados a trabalharem fora da sua jornada de trabalho que são cumpridas diariamente eles se omitem a pagar a fazer o pagamento de horas extras que é de direito de qualquer trabalhador e  exigem ainda que alguns funcionários e até mesmo os estagiários também trabalhem durante os finais de semana  e  nos dias feriados, sem que os mesmos tenham o direito a receber salários extras, enquanto alguns chefes que além de terem o privilégio de receber  gratificações de função e que passam todos os dias da semana dentro das salas dando ordens, são privilegiados nos finais de semanas e feriados com o recebimento de grandes quantidades de horas extras que lhes são pagas mensalmente no valor de cem por cento, causando revolta aos demais funcionários e até mesmo aos estagiários.

Outro tipo de denuncia que o Stiupb recebeu também por parte dos trabalhadores, é com relação às pessoas que são lotados em uma cidade e que semanalmente prestam serviços em outras regiões, ou seja, em outras cidades,  sendo que antes tinham o direito de receber o  valor R$: 20,00 por refeição e que recentemente esse valor foi rebaixado para R$: 13,50 por pessoa. Esse tipo de atitude não foi tomada por todos os chefes, mas por alguns que querem aparecer  e mostrar um bom desempenho aos seus patrões na tentativa de baterem as suas metas e segurar os seus empregos.

Outra denuncia feita ao sindicato, é com relação aos funcionários que não tem veículos para se deslocarem das suas casas para o trabalho e do trabalho para as suas casas no período da noite e como a sede da Energisa em Patos fica praticamente fora da cidade, ficou acordo que o trabalhador tem o direito de ser levado de taxi ou outro tipo de transporte até a sua residência quando o mesmo encerrar as suas atividades no período noturno. Mesmo assim, existem determinações de algumas chefias para que essas despesas não sejam custeadas pela empresa, mas pelo próprio funcionário.

Providências

A Diretoria do Stiupb, em nome do seu presidente Wilton Maia, vem através deste, agradecer aos trabalhadores pelas denuncias feitas ao sindicato e ao mesmo tempo solicitar a todos que continuem lutando pelos seus direitos, pois jamais os nomes do denunciante serão expostos aos interesses do patrão e comunica ainda  que todas essas denuncias serão primeiramente levadas ao conhecimento da Diretoria da Energisa e caso as providencias não sejam tomadas, o caso será entregue a Justiça do Trabalho.

 

Fonte: Ascom


Publicidade
Publicidade

Comentários

O utilizador reconhece e aceita que o PATOSONLINE.COM, apesar de atento ao conteúdo editorial deste espaço, não exerce nem pode exercer controle sobre todas as mensagens. O PATOSONLINE não se responsabiliza pelo conteúdo de mensagens publicadas no mural ou comentários de postagens.