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04 de março de 2011, 10:27

Trabalho infantil: crianças são exploradas na cidade de Patos


A cidade de Patos não está distante da realidade da exploração do trabalho de crianças. Muitos meninos e meninas vivem prestando serviços dos mais diversos, na maioria sendo babás de outras crianças ou em serviços domésticos variados. Alguns casos mais graves, como a exploração sexualmente que foi destaque em tempos anteriores na mídia nacional, nos envergonham mais ainda.

Existem os que dizem, nesse caso os mais ignorantes: “O trabalho deve começar logo cedo. Isso forma o homem de bem”. Mas, a orientação de especialistas é que lugar de criança é na escola, brincando, com a família, ou seja, sendo criança mesmo.

O trabalho com uso de mão de obra infantil é crime previsto em lei. O grande problema é que as leis em nosso país estão longe de serem cumpridas, principalmente quando se trata de filhos de pobres explorados e sem a assistência social adequada.

De acordo com o Jornal A Verdade: “A pobreza e o baixo rendimento das famílias brasileiras impõem a milhões de crianças e adolescentes, em todas as regiões do país, o ingresso mais cedo no mercado de trabalho na tentativa de complementar a renda familiar. Recebendo salários menores e sem acesso aos direitos trabalhistas, o trabalho dessas crianças e adolescentes é mais uma forma de aumentar os lucros das empresas e de enriquecer os capitalistas. Por conta do trabalho, esses jovens ficam cada vez mais longe do acesso à educação ou de uma formação profissional e ao atingirem a maioridade permanecem como alvo fácil dos baixos salários e do subemprego.

De acordo com dados do IBGE, na Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio - PNAD, no Brasil 10% da população de 5 a 17 anos trabalham, isso dá um total de 4,5 milhões de brasileiros”.

Na cidade de Patos crianças são usadas para vender CD’s e DVD’s piratas. Com carrinhos adaptados para o seu tamanho os meninos passam várias horas vendendo essas mercadorias sob um sol causticante. Em alguns casos eles levam um coleguinha para acompanhar no “trabalho” (foto). Esse fato já tem virado corriqueiro e é necessário que as autoridades tomem alguma providência, seja encaminhando para programas de combate a exploração infantil ou mesmo outra atitude.

 

 

Jozivan Antero – patosonline.com

 


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